Veja como funciona o novo sistema de taxação de compras online da Shein

Se você é uma entusiasta de compras online, provavelmente já ouviu falar da Shein, uma das marcas mais populares no mundo da moda virtual.

Contudo, recentemente, muitos consumidores têm se deparado com uma notícia desanimadora: todas as compras, independentemente do valor, agora serão taxadas.

Anteriormente, existia uma isenção de taxas para compras abaixo de 50 dólares, mas essa política não se aplica mais. Isso porque a partir de 1º de agosto de 2023, todas as compras, independentemente do valor, estarão sujeitas à taxação.

Neste artigo, vamos explorar em detalhes o novo sistema de taxação de compras online, entender as razões por trás dessa mudança.

Aumento das Importações e Pressão dos Varejistas

Com o advento da pandemia, as importações tiveram um aumento exponencial, impulsionado pelo crescente interesse dos consumidores por compras online.

Esse cenário chamou a atenção dos varejistas nacionais, que começaram a pressionar o governo para taxar as importações.

Anteriormente, a quantidade de encomendas que chegavam ao Brasil era tão grande que a fiscalização da alfândega não era suficiente para verificar todas elas, permitindo que algumas escapassem da taxação.

Entretanto, com o aumento expressivo de importações, o governo se viu pressionado a reavaliar sua política tributária.

Entenda o novo sistema de taxação de compras online

Implementação da “Digital Tax”

Diante das crescentes importações e das demandas dos varejistas nacionais, o governo brasileiro tomou a decisão de implementar a chamada “Digital Tax”.

Essa taxa consiste em cobrar um imposto diretamente na fonte, no momento da compra, sem que as encomendas passem pela alfândega para fiscalização e cálculo da taxa.

Muitas pessoas protestaram contra essa medida nas redes sociais, visto que agora todas as compras serão taxadas, exceto aquelas com valor inferior a 50 dólares, que supostamente seriam isentas.

No entanto, é importante ressaltar que, mesmo para compras abaixo desse valor, haverá a cobrança do ICMS, o imposto estadual.

Data de Implementação da Cobrança de Impostos na Shein

A partir do dia 1º de agosto de 2023, a cobrança de impostos na Shein será implementada no Brasil.

Essa medida faz parte do plano de conformidade do governo, conhecido como “remessa conforme”, que visa reduzir as vendas do e-commerce e equilibrar a concorrência com os varejistas nacionais.

Com isso, os compradores deverão arcar com 17% do ICMS e 60% da taxa de importação federal em todas as compras, independentemente do valor ou quantidade.

A Shein e o Aliexpress, outro gigante do comércio eletrônico, anunciaram que aderirão ao plano, buscando amenizar a situação.

A Shein, inclusive, abriu fábricas no Brasil para produzir localmente e evitar problemas com taxação.

Plano de Conformidade do Governo e Canais Verde e Vermelho

O plano de conformidade do governo criou dois canais para o processamento das compras internacionais: o canal verde e o canal vermelho.

As empresas que aderiram ao plano são enquadradas no canal verde, enquanto aquelas que não aderiram vão para o canal vermelho.

No canal verde, as compras de até 50 dólares são isentas do Imposto de Importação, que corresponde a 60% do valor da compra.

No entanto, ainda é necessário pagar 17% de ICMS sobre o valor total da compra. Por exemplo, se você realiza uma compra de R$ 100, pagará R$ 117, sendo R$ 17 referentes ao ICMS.

Uma das vantagens do canal verde é a entrega direta das compras em casa, sem a necessidade de passar pela alfândega, agilizando o processo de recebimento.

Como Saber se Fui Taxado na Shein

Uma das principais preocupações dos consumidores é como saber se suas compras foram taxadas ou não.

A taxação é inevitável, e a única diferença reside na porcentagem dos impostos a serem pagos, que varia de acordo com o valor da compra.

Para compras abaixo de 50 dólares, a taxa de ICMS é de 17%, enquanto no canal vermelho, as compras pagariam 60% de imposto de importação e também 17% de ICMS.

É importante ressaltar que mesmo compras de baixo valor serão taxadas, o que pode ser um impacto significativo para aqueles que antes não pagavam nenhuma taxa.

Impacto nas Vendas dos E-Commerces

O novo sistema de taxação de compras online gerou dúvidas e incertezas em relação ao impacto nas vendas dos e-commerces, principalmente no caso da Shein e do Aliexpress.

Algumas pessoas acreditam que as vendas da Shein não serão afetadas negativamente, já que a empresa começou a vender no Brasil e mantém a mesma qualidade.

A Shein também abriu novos centros no país para agilizar a entrega das compras.

Entretanto, no caso do Aliexpress, é provável que as vendas diminuam, já que muitos de seus produtos têm valor superior a 50 dólares, o que os torna passíveis de taxação.

Além disso, a qualidade dos produtos nacionais ainda gera incertezas.

Insatisfação dos Varejistas Nacionais

De acordo com um estudo realizado pela SSA Investimentos, os varejistas nacionais estão insatisfeitos com a situação, uma vez que os preços dos produtos da Shein ainda podem ser 50% mais baixos do que os das lojas nacionais, o que os coloca em desvantagem.

Essa insatisfação indica que os varejistas provavelmente continuarão protestando em busca de uma solução.

Contudo, as decisões do governo já foram tomadas, como a criação de novos centros de importações, que recebem a maioria das encomendas em Curitiba, e os planos da Shein de abrir mais quatro centros, incluindo um no Nordeste.

Conclusão

O novo sistema de taxação de compras online representa uma mudança significativa no cenário das compras internacionais para os consumidores brasileiros.

Com a implementação da “Digital Tax” e a data de início da cobrança de impostos na Shein definida para 1º de agosto de 2023, os consumidores precisarão se adaptar a essa nova realidade.

Compras online, que antes ofereciam a comodidade de adquirir produtos do exterior sem grandes encargos adicionais, agora exigirão um planejamento mais cuidadoso para evitar surpresas na hora de pagar pelas taxas.

Se você está se perguntando como saber se foi taxado na Shein, é importante compreender que todas as compras estarão sujeitas a algum tipo de taxa.

A única diferença será o percentual aplicado, dependendo do canal em que a empresa esteja enquadrada e do valor total da compra.

Para as compras no canal verde, aquelas que aderiram ao plano de conformidade do governo, o Imposto de Importação, que era de 60% do valor da compra, foi abolido para encomendas de até 50 dólares.

No entanto, o consumidor ainda precisará pagar o ICMS, que corresponde a 17% do valor total da compra.

Portanto, para essas compras, o valor total a ser pago será de 117% do valor original dos produtos.

Por outro lado, no canal vermelho, que abrange empresas que não aderiram ao plano de conformidade do governo, as compras de até 50 dólares ainda estarão sujeitas à taxa de 60% de Imposto de Importação e 17% de ICMS.

Além disso, essas encomendas serão enviadas para a alfândega, onde serão fiscalizadas, taxadas e passarão por um processo de pagamento de taxas antes de serem liberadas para o consumidor.

Para agilizar o processo de compras na Shein e evitar maiores atrasos, existem algumas estratégias que podem ser adotadas.

Especialmente para quem reside no Nordeste, onde as entregas costumam demorar mais, é importante estar ciente das políticas de envio da empresa e buscar métodos de frete mais rápidos, mesmo que isso implique em custos adicionais.

No entanto, é válido destacar que o novo sistema de taxação de compras online não se restringe apenas à Shein.

Outras grandes empresas do setor, como o Aliexpress, também estão sujeitas às mesmas regulamentações e mudanças no cenário de importações.

Muitos consumidores costumavam adquirir produtos eletrônicos no Aliexpress, que geralmente possuem valores mais elevados e ultrapassam o limite de 50 dólares.

Com essa nova política, o cenário se torna mais desafiador para os fãs de eletrônicos importados.

Em busca de evitar a taxação, alguns consumidores têm recorrido a táticas questionáveis, como entrar em contato com os vendedores e solicitar a alteração do valor declarado na encomenda.

Entretanto, essa prática é desaconselhável, uma vez que configura uma tentativa de burlar o sistema tributário e pode acarretar em consequências legais graves.

Além disso, as varejistas nacionais também enfrentam desafios com essa nova política.

O estudo realizado pela SSA Investimentos mostrou que os preços dos produtos da Shein ainda podem ser 50% mais baixos do que os das lojas nacionais, o que gera insatisfação e desvantagem para os varejistas locais.

As empresas brasileiras precisarão se reinventar para competir em um cenário onde a concorrência internacional pode oferecer preços mais atrativos.

Em conclusão, o novo sistema de taxação de compras online representa uma mudança significativa para os consumidores brasileiros, exigindo adaptação e planejamento cuidadoso das compras internacionais.

As compras na Shein e em outras empresas internacionais estarão sujeitas a taxas, independentemente do valor, e os consumidores precisam estar cientes dessa nova realidade para evitar surpresas desagradáveis.

O cenário também impacta as varejistas nacionais, que enfrentam desafios para competir com os preços oferecidos pelas empresas internacionais.

O futuro do comércio eletrônico no Brasil dependerá das ações tomadas pelo governo, pelas empresas e pelos próprios consumidores para adaptar-se a essa nova realidade tributária.

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Rafael Melo

Rafael Melo

Meu nome é Rafael e possuo uma marca de roupas com produção própria e canal de vendas online (e-commerce). Esse blog foi criado com o intuito de ajudar aos usuários que desejam criar a sua primeira marca de roupas.

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